top of page
Buscar

Dutos de incêndio em drywall: como funcionam as placas resistentes ao fogo

Foto do escritor: Argenta Drywall
Argenta Drywall
16 de jul.
4 min de leitura

Quando o assunto é segurança contra incêndio, muita gente ainda associa proteção apenas ao concreto ou à alvenaria tradicional.

Mas existe um sistema amplamente utilizado em empreendimentos residenciais e comerciais de alto padrão que combina segurança, agilidade na execução e previsibilidade de obra: os dutos de incêndio em drywall com placas resistentes ao fogo.

Quem trabalha com construção já encontra esse tipo de solução em diversos empreendimentos modernos, principalmente em shafts, prumadas e dutos destinados à exaustão, ventilação e passagem de instalações que exigem compartimentação contra fogo.


O que é um duto de incêndio em drywall?

Os dutos de incêndio têm a função de impedir que chamas, fumaça e altas temperaturas se espalhem rapidamente entre diferentes ambientes e pavimentos da edificação.

Para isso, o sistema precisa manter sua integridade estrutural durante um período determinado em projeto e pelas exigências normativas.

É justamente nesse cenário que entram os sistemas em drywall resistentes ao fogo.

Ao contrário do que muita gente imagina, não se trata apenas de montar uma caixa utilizando placas comuns.

Trata-se de um sistema construtivo projetado especificamente para resistência ao fogo, composto por:

  • estrutura metálica dimensionada conforme projeto;

  • placas resistentes ao fogo;

  • múltiplas camadas de fechamento;

  • tratamento adequado das juntas;

  • componentes certificados para o sistema.

Cada elemento possui uma função importante no desempenho final.


O que são as placas resistentes ao fogo?

As chamadas placas RF (Resistentes ao Fogo) são desenvolvidas para suportar temperaturas elevadas por períodos prolongados.

Sua composição recebe aditivos e fibras que aumentam sua estabilidade térmica durante um incêndio.

Na prática, isso significa que a placa consegue manter sua integridade estrutural por mais tempo, retardando a propagação das chamas e permitindo maior tempo para evacuação da edificação e atuação dos sistemas de combate ao incêndio.

É importante destacar que não existe material "à prova de fogo".

O que existe é resistência ao fogo durante um tempo determinado e ensaiado em laboratório.


Por isso, os projetos normalmente especificam tempos como:

  • 60 minutos;

  • 90 minutos;

  • 120 minutos;

  • ou períodos superiores, dependendo da necessidade da edificação.



Por que são utilizadas várias camadas de placas?

Essa é uma característica bastante comum nos dutos de incêndio executados em drywall.

Dependendo da classificação exigida pelo projeto, o sistema pode receber duas, três ou até mais camadas de placas resistentes ao fogo em cada face da estrutura.

Cada camada adicional contribui para aumentar o tempo de resistência ao fogo do conjunto.

O objetivo não é apenas impedir a passagem das chamas.

O sistema também precisa limitar a transferência de calor para os ambientes vizinhos e preservar sua estabilidade estrutural durante o período exigido pelas normas técnicas.

Por isso, a quantidade de placas nunca é definida por conveniência ou economia de material.

Ela é resultado de cálculo, especificação técnica e exigências de desempenho.


Segurança não depende apenas da placa

Um erro comum é acreditar que basta utilizar uma placa RF para transformar qualquer fechamento em um sistema corta-fogo.

Na prática, o desempenho ao fogo depende do conjunto completo.

Espessura dos perfis, espaçamento da estrutura, número de placas, tratamento das juntas e detalhes construtivos fazem parte do sistema e influenciam diretamente no resultado final.

Uma pequena alteração na montagem pode comprometer a classificação prevista em projeto.

Por isso, a execução exige rigor técnico e atenção aos detalhes.


Além da segurança, existe ganho operacional

Outro motivo para a ampla utilização dos sistemas em drywall resistentes ao fogo é a agilidade de execução.

Como se trata de um sistema industrializado e de montagem a seco, a instalação acontece com menos interferência no cronograma da obra e menor geração de resíduos quando comparada a métodos tradicionais.

Isso facilita o planejamento das equipes e reduz conflitos entre diferentes etapas da construção.

Quem acompanha obras de médio e grande porte sabe o impacto que atrasos em shafts e instalações podem gerar em todo o cronograma.

Quando cada etapa acontece no momento certo, a obra segue em frente.


O drywall resistente ao fogo substitui qualquer solução?

Nem sempre.

Cada projeto possui exigências específicas relacionadas ao tipo de ocupação da edificação, altura do prédio, sistema de exaustão e requisitos definidos pelos responsáveis técnicos e pelas normas vigentes.

O papel da equipe executora é justamente garantir que a solução especificada em projeto seja executada corretamente e que o sistema entregue o desempenho esperado.

Quando falamos de proteção passiva contra incêndio, improvisos costumam sair caros.


Planejamento e execução fazem toda a diferença

Os dutos de incêndio em drywall mostram como o sistema evoluiu muito além das divisórias e forros tradicionais.

Hoje, ele faz parte de soluções técnicas presentes em alguns dos empreendimentos mais exigentes do mercado da construção civil.

Mas, como acontece em qualquer sistema construtivo, o resultado depende diretamente da especificação correta e da qualidade da execução.

Na Argenta, acreditamos que segurança começa muito antes da instalação.

Ela começa no planejamento, na escolha dos materiais adequados e no cuidado com cada etapa da obra.

Se o seu projeto exige sistemas em drywall resistentes ao fogo, nossa equipe pode orientar a melhor solução para cada necessidade e garantir uma execução alinhada às exigências técnicas da obra.


Porque quando o assunto é segurança, fazer certo desde o início faz toda a diferença.

 
 
 

Comentários


bottom of page